domingo, 22 de novembro de 2009

Vivendo, tomando posse e descobrindo

No dia 16 de maio de 2008, entrei na comunidade do orkut INDIVIDUALISMO. Postei um único comentário, no mesmo dia que entrei, sugerindo umas correções na descrição. Hoje, eu descobri que sou co-owner da comunidade.

Como isso aconteceu? Não tenho a mínima idéia. Algo parecido tinha acontecido em 2007, quando eu descobri que era moderador da comunidade dos estudantes de Letras da faculdade em que eu era... professor. Acho que sou moderador até hoje.

P.S.: as correções que sugeri não foram feitas. E eu também não vejo nenhum recurso para editar a descrição. Apesar de eu ser co-owner.

sábado, 21 de novembro de 2009

The Dona Lidu Chronicles

Come with me if you wanna live, Lula”


sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Fabricando pesquisas

O PT baiano divulgou uma pesquisa sobre a eleição para governador do estado, feita pelo instituto Vox Populi, com duas mil pessoas, entre 3 e 19 de novembro. O resultado contraria as três pesquisas anteriores, que davam a vitória ao adversário democrata. Eis o resultado:

Atual governador Jaques Wagner (PT): 42%
Ex-governador Paulo Souto (DEM): 27%
Ministro Geddel Vieira Lima (PMDB): 8%

Pouco tempo depois, o presidente do Vox Populi, João Francisco Meira, desmentiu enfaticamente que o instituto tivesse feito qualquer pesquisa na Bahia, nesse período, com esses resultados.

Em Columbia

Mais um texto “do zotro”.


UMA DESCOMPOSTURA FABULOSA NO FACINOROSO

sexta-feira, 20 de novembro de 2009 | 6:37

No dia 24 de setembro de 2007, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, que chega ao Brasil na segunda. falou na Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, num evento organizado pela Escola de Assuntos Públicos e Internacionais da instituição. Aquele ano foi dedicado às questões iranianas, e a presença do facinoroso foi apenas um dos eventos. Lee Bollinger, presidente da Columbia — lá, os reitores têm esse título — optou por fazer uma fala introdutória, prévia, ao discurso de Ahmadinejad. E fez história. A descompostura é fabulosa.

No vídeo abaixo, não está toda a sua fala. Antes do ponto em que vocês podem assistir, ele agradece os esforços dos coordenadores do evento e lembra: “Ouvir idéias que nós deploramos não implica endossá-las nem é sinal de fraqueza ou ingenuidade diante dos perigos reais inerentes a essas idéias”. O reitor se preparava para lançar um foguete contra Ahmadinejad.

“Uma das premissas cruciais da liberdade de expressão é que não tornamos honrada a desonra quando abrimos o debate para que ela se manifeste”. O reitor diz compreender o ponto de vista daqueles que acreditam que aquele evento — a presença de Ahmadinejad na Columbia — jamais deveria estar acontecendo, desculpa-se com aqueles que se sentirem pessoalmente atingido pelo fato e diz que fará o máximo para aliviar seu sofrimento. De modo enfático, afirma: “Que fique claro de uma vez por todas: este evento não tem absolutamente nada a ver com o ‘direito’ de quem fala, mas apenas com o nosso direito de ouvir e falar. Fazemos isso por nós”.

Lee Bollinger exalta os valores da liberdade, fala da necessidade de entender o mundo e lembra que a universidade não ocupa escalões do poder. Não faz a paz nem faz a guerra. Mas forma cérebros. E então passa a se dirigir diretamente a Ahmadinejad.

A brutal repressão de professores universitários, jornalistas e defensores dos direitos humanos
O reitor cita casos de perseguição a professores — um deles formado na Columbia e convidado a dar aula na Universidade, diz que a Anistia Internacional acusa a execução de 210 pessoas, 21 delas só no dia 5 de setembro. Entre os mortos estavam crianças e defensores dos direitos humanos. Lembra que se fazem execuções públicas, violando convenções internacionais de direitos civis de que o Irã é signatário. Isso tudo antecede o trecho do vídeo que está aí. O texto que segue depois dele são trechos da fala do reitor dirigindo-se diretamente a Ahmadinejad



1s até 2min37s

“Essas e outras execuções coincidiram com a selvagem repressão contra ativistas estudantis e professores, acusados de fomentar a chamada ‘revolução suave’ (…) Como disse a doutora Esfrandiari num entrevista, ele ficou presa numa solitária por 105 dias porque o governo acreditava que os EUA planejavam uma “Revolução de Veludo” no Irã. Nesta mesma sala, no ano passado, nós aprendemos alguma coisa sobre a Revolução de Veludo de Vaclav Havel. E ouviremos algo semelhante de Michelle Bachelet, presidente do Chile.Estas duas histórias extraordinárias lembram-nos de que não há prisões suficientes para impedir uma sociedade que queira ser livre de ser livre.

Nós, nesta universidade, não temos receio de protestar contra o nosso governo e de contestá-lo em nome desses valores. E não temos receio de criticar o seu governo.

Vamos deixar claro de saída: senhor presidente, o senhor exibe todos os sinais de um ditador mesquinho e cruel.

E eu lhe pergunto: por que as mulheres, os membros da religião Baha’i, homossexuais e muitos dos nossos colegas professores são alvos de perseguição em seu pais?

Por que, numa carta ao secretário geral da ONU na semana passada, Akbar Gangi, um dissidente, e outras 300 personalidades, entre intelectuais, escritores e laureados com o Prêmio Nobel acusam que a sua retórica inflamada contra o Ocidente busca desviar a atenção do mundo das condições intoleráveis que o seu regime criou dentro do Irã, em especial o uso da Lei de Imprensa para banir os críticos?

Por que o senhor tem tanto medo de que os cidadãos iranianos expressem suas opiniões em favor de mudanças? (…)

O senhor me deixa liderar uma delegação de estudantes e professores da Columbia para falar na sua universidade sobre liberdade de expressão, com a mesma liberdade que lhe garantimos hoje? O senhor fará isso?”

A negação do Holocausto
2min43s -3min59s

“Em dezembro de 2005, num programa da TV estatal, o senhor se referiu ao Holocausto como uma invenção, uma lenda. Um ano depois, o senhor apoiou uma reunião de negadores do Holocausto.

Para os iletrados, os ignorantes, isso é propaganda perigosa. Quando o senhor vem a um lugar como este, isto faz do senhor simplesmente um ridículo. Ou o senhor é um provocador descarado ou é espantosamente mal-educado [sem formação intelectual].

O senhor precisa saber que a Columbia é um centro mundial de estudos judaicos e, agora, em parceria com o Instituto YIVO, de estudo do Holocausto. (…) A verdade é que o Holocausto é o mais documentado evento da história humana. (…). O senhor vai parar com esse ultraje?

A destruição de Israel
4min2s -4min54s

Doze dias atrás o senhor disse que o estado de Israel não pode continuar a existir. Isso repete inúmeras declarações inflamadas que o senhor tem feito nos últimos dois anos, incluindo a de outubro de 2005, segundo a qual Israel tem de ser “varrido do mapa”.

A Columbia tem mais de 800 ex-alunos vivendo em Israel. Como instituição, temos profundos laços com nossos colegas de lá. Eu, pessoalmente, tenho me manifestado com força contra propostas de boicotar estudantes e especialistas de Israel dizendo que isso seria boicotar a própria Columbia. Mais de 400 colegas e reitores neste país pensam o mesmo. Minha pergunta, então, é: “O senhor planeja nos varrer do mapa também?”

Financiamento do terrorismo
4min58s - 5min55s

De acordo com o Council on Foreign Relations, está bem documentado que o Irã é patrocinador do terror, financiando grupos violentos como o libanês Hezbollah, que o Irã ajudou a organizar em 1980, e os palestinos Hamas e Jihad Islâmica.

Enquanto o governo que o precedeu colaborou com s EUA na campanha contra o Taliban, em 2001, o seu governo está atacando sorrateiramente as tropas americanas no Iraque, financiando, armando e garantindo livre trânsito para líderes insurgentes como Muqtada al-Sadr e suas forças.

Há inúmeros relatos que ligam o seu governo com os esforços da Síria para desestabilizar o frágil governo do Líbano por meio da violência e do assassinato político.

Minha questão é esta: por que o senhor apóia organizações terroristas que continuam a golpear a paz e a democracia no Oriente Médio, destruindo vidas e a sociedade civil na região?

Guerra por procuração contra as tropas dos EUA no Iraque
5min57s-6min45s

O general David Patraeus afirmou que armas fornecidas pelo Irã (…) estão contribuindo para a sofisticação de ataques, “que não seriam possíveis sem o apoio do Irã”. Muitos formados da Columbia e estudantes estão entre os bravos militares que estão servindo ou serviram no Iraque e no Afeganistão. Eles, como outros americanos com filhos, filhas, pais, maridos e mulheres que estão em combate vêem, certamente, o seu governo como inimigo.

O senhor pode lhes dizer e a nós por que o Irã está lutando uma guerra que não é sua no Iraque, armando a milícia Shi’a, alvejando e matando tropas americanas?

Finalmente, o programa nuclear do Irã e as sanções internacionais
6min46s-10min30s

Nesta semana, o Conselho de Segurança da ONU avalia ampliar as sanções [contra o Irã] pela terceira vez porque o seu governo se recusa a suspender o programa de enriquecimento de Urânio
(…)
Por que o seu país se recusa a aderir ao padrão internacional de verificação de armas nucleares, em desafio a acordo que o senhor fez com a agência nuclear das Nações Unidas? E por que o senhor escolheu fazer o seu próprio povo vítima dos efeitos das sanções internacionais, ameaçando fazer o mundo mergulhar na aniquilação nuclear?

Deixe-me encerrar com este comentário. Francamente, com toda sinceridade, senhor presidente, eu duvido que o senhor tenha coragem intelectual de responder essas questões.
(…)

Voltei
Quem, no Brasil, diria estas mercas verdades a Ahmadinejad?

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Antigamente X hoje

Indo contra a corrente...

... na década de 80/90
— Eu tô pensando em parar de fumar...
— Eu também! Bora tentar juntos?

... em novembro de 2009
— Eu acho que vou começar é a fumar.
— Nossa! Eu também tô querendo! Bora começar juntos?

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Para não dizer que não falei do Muro... III

Em um dos muros da Faculdade de Educação da USP, a seguinte pichação, em letras enormes:

SEM FUNÇÃO SOCIAL, O SABER É A MAIOR DAS FUTILIDADES

O pichador, socialmente consciente que é, está certo. Certíssimo.

Convenhamos: o conhecimento apenas pelo conhecimento é uma futilidade das mais mesquinhas que há. Não deixa de ter uma forte dose de pedantismo e egocentricismo ler A metamorfose, apreciar a Monalisa, assistir a uma montagem de O mercador de Veneza, ouvir um cd de Miles Davis, ir a um museu ou folhear um livro de fotografias. É a busca por um prazer estético e intelectual, que satisfaz apenas o próprio indivíduo, na maioria das vezes somente para fazê-lo se sentir superior aos demais, mas que não contribuiu em nada para a sociedade, para o “corpo social”.

Em certos aspectos, fazer qualquer dessas coisas não difere muito da catarse de atitudes mais triviais como assistir o BBB, bater o baba (= uma pelada) na praia, ler a série Sabrina ou Crespúsculo ou mesmo ver o novo video de Stefhany no youtube. Tudo é entretenimento inútil, sem nenhum propósito nobre, sem nenhum objetivo maior, sem nenhuma finalidade redentora.

O pichador — repito! — está mais do que certo. No fim das contas, tudo se resume a mera futilidade. E essa é a única coisa realmente relevante.

Esqueçam as gulags, os campos de concentração, a câmara de gás, a guilhotina, os fuzilamentos, as vidas destruídas pelo tráfico de drogas para financiar a revolução... esqueça todo o sofrimento provocado pelas experiências desastrosas de reengenharia social ao longo das últimas décadas. No fundo, no fundo, a luta do egoismo capitalista, individualista e liberal contra o humanismo genocida do coletivismo se resume a apenas isso: ao direito à futilidade.

Sei que isso pode ser muito estranho para aqueles do lado de lá do Muro, mas, do lado de cá, poder ser apenas um alienado — e nada mais — é um direito inalienável.

Teria sido tão mais fácil...

... se eu tivesse visto esse vídeo meses atrás.


Fonte: aqui.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Porto Alegre contra a loucura, a estupidez, o crime, a canalhice, a intolerância, o genocídio...

MANIFESTO DE REPÚDIO DO MJDH À VISITA DE AHMADINEJAD AO BRASIL

O Movimento de Justiça e Direitos Humanos do Rio Grande do Sul, ao longo de sua história, vem lutando por garantir direitos e liberdades para todos os Homens. Durante a Ditadura Militar, auxiliou brasileiros e estrangeiros a fugirem dos regimes autoritários.

Com o fim da Ditadura, vem atuando na denúncia das arbitrariedades que persistem e na defesa dos cidadãos que se percebem oprimidos. Dentre estas ações, se destaca a luta contra o neonazismo, que, no Rio Grande do Sul, ataca negros, judeus, punks e outras minorias que não consideram “puras”.

Neste sentido, iniciou ação judicial que resultou na condenação de Siegfried Ellwanger, um de seus líderes, proprietário da Editoria Revisão, que publicava livros negando a existência do Holocausto.

Assim como se opõe ao estado das (boas) relações do governo brasileiro com o regime genocida de Omar Hasan Ahmad, ditador no Sudão (que extermina a população negra do sul do país desde 2003, com o resultado de, até aqui, mais de 300 mil mortos e cerca de três milhões de refugiados na região de Darfur) e da China, cujas ações no Tibet significam a morte, nos últimos 40 anos, de 1,2 milhão de pessoas e a destruição de mais de 6 mil monastérios budistas, o MJDH vem agora repudiar a decisão de convidar Mahmoud Ahmadinejad, presidente da República Islâmica do Irã, para estar no Brasil.

No Irã, os direitos humanos não existem. Os veículos de comunicação são todos controlados pelo Estado. Mulheres são açoitadas e execradas por mera suspeita de adultério; homossexuais por sua opção sexual. A liberdade religiosa tampouco existe, e minorias como os muçulmanos sunitas e bahais são perseguidas e proibidas de realizar seus cultos.

Não há real oposição política. Os partidos laicos não existem, e seus integrantes (por exemplo, os do Partido Comunista Iraniano, que auxiliaram na derrubada da Ditadura do Xã Reza Pahlavi) foram exterminados ou obrigados a viver no exílio.

Deve-se lembrar também que, quando no primeiro semestre, o MJDH se manifestou contra a presença de Ahmadinejad, já se denunciava que o Irã é o segundo país que mais aplica a pena de morte no mundo (atrás da China).

Lá, os enforcamentos são feitos em praça pública, e este foi o destino de Delara Darabi, uma jovem de 21 anos, aprisionada desde os 17 anos. Ela foi assassinada a despeito dos apelos de entidades internacionais para que a execução fosse comutada por outra pena.

Ahmadinejad também é tristemente famoso por negar o Holocausto, e suas aparições em eventos diplomáticos são boicotadas por países democráticos. Além disso, funcionários iranianos foram condenados, na Argentina (inclusive um atual ministro de estado), pelo planejamento do atentado à Associação Judaica Argentina, em Buenos Aires, em 1994.

A oposição a Ahmadinejad se repete em todo mundo, inclusive no Irã. Neste ano, após sua “reeleição”, denunciada como fraudulenta, o povo iraniano foi às ruas para protestar e acabou violentamente reprimido. A morte da jovem Neda Soltani, difundida pela Internet, mostrou a dimensão dessa opressão.

Assim, o senhor Lula da Silva estará recebendo Ahmadinejad, um fato que repudiamos, pois agride a todos que respeitam os direitos humanos fundamentais e escarnece de um país que enviou tropas para combater o nazismo e o totalitarismo genocida na 2ª Guerra Mundial.

A visita de Ahmadinejad ao Brasil é uma mancha em nossa diplomacia; ela degrada nossos ideais de justiça e liberdade. Como brasileiros livres, denunciamos a recepção deste tirano e esperamos que o governo brasileiro, se deseja realmente ocupar a vaga que merecemos, no Conselho de Segurança, mostre que o país está engajado na luta pelas liberdades, que denuncie as tiranias e nunca receba em nosso solo assassinos.

Nós, do Movimento de Justiça e Direitos Humanos, que buscamos zelar pelo primado da decência e dos valores democráticos, declaramos, nesta data que marca a libertação de nosso povo, a oposição a tal infeliz visita e requeremos que o Estado brasileiro retome sua tradição de respeito aos princípios da Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948.

Porto Alegre, 15 de novembro de 2009.

Run, Forrest, run!

Enquanto a pessoa acha que a defesa da qualificação era o maior de todos os seus problemas, ela começa a se organizar as demais taferas e descobre que precisa resolver, até a próxima quarta-feira, 43.782 (quatro mil, setecentos e oitenta e dois) problemas burocráticos se quiser ter a chance de sequer concorrer à bolsa “sanduíche”.

Fora todas as outras coisas para resolver, que não estão relacionadas a isso.

Por isso há 10 posts semi-escritos na minha cabeça (ou em rascunhos), mas nem perto de serem publicados...

domingo, 15 de novembro de 2009

Para não dizer que não falei do Muro... II

Há dez anos eu leio e vejo a denúncia que, tanto tempo depois da queda do Muro, a parte oriental ainda é, apesar de toda a melhora que já houve, atrasada e a população é mais pobre que a ocidental.

Nas entrelinhas de muitos discursos, de quem é a culpa de a parte ex-comunista ser mais pobre do que a capitalista? Do capitalismo, ora!

Afinal, se não fosse pelo capitalismo, o comunismo seria um verdadeiro paraíso. Afinal, com o que a gente iria compará-lo?

Para não dizer que não falei do Muro...

E o muro que prende, oprime e isola Cuba, essa ilha de miséria cercada de sangue por todos os lados, a gente vai derrubar quando?

Ou totalitarismo só é condenável quando as vítimas têm olhos azuis?

sábado, 14 de novembro de 2009

Avaliando o cinema brasileiro pelo índice camelô

Todos os sindicatos brasileiros (que recebem dinheiro público, mas que estão desobrigados por lei de prestar contas) estão se mobilizando para divulgar o máximo possível a nova grande obra do cinema nacional, fazendo, por exemplo, acordos com cinemas para exibições privadas para trabalhadores que raramente vão ao cinema.

Isso decorre da mobilização do próprio protagonista da obra, preocupado com o fato de não existirem cinemas em todas as cidades do país, para que cada brasileiro, sem exceção, possa ver mais um grande exemplo de sua reconhecidíssima capacidade de atuação.

Mas nós sabemos que o índice que realmente mede o sucesso de um filme, nacional ou não, não é o número de pessoas que vai ao cinema, mas a quantidade de cópias vendidas pelos ambulantes, nos semáforos brasileiros. Isso dito, fica aqui a questão: será que Lula, o filho do Brasil, com toda a mobilização dos movimentos sindicais e sociais, vai conseguir superar o sucesso esmagador que foi Tropa de Elite, baseado quase que exclusivamente no boca-a-boca?

Eu tenho minhas dúvidas de que o povão desmobilizado e apolítico vai ter, por ver uma biografia política, um interesse tão grande quanto teve por ver as frases de efeito do Capitão Nascimento. Mas reconheçamos que o Capitão vai ter um páreo duro. Afinal, se algo tem a possibilidade de ser o mais vendido do país esse é, indubitavelmente, Lula, o filho do Brasil.

Mas, dessa vez, não vai ser na “conta do Papa”. Vai ser na sua mesmo.



“Diferentes” significa...

Confirmação de pedido :

(...) Para acelerar ainda mais a sua entrega, seus produtos serão entregues em momentos diferentes conforme abaixo:

• Até o dia 16/11/2009:
- item 1
- item 2
- item 3
- item 4

• Até o dia 16/11/2009:
- item 5

Hate, blame and shame

Yeah, people hate me.
I can’t really blame them...

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Quem dera fosse falsa modéstia

Acabei de submeter um abstract para um congresso em Seatle. O deadline é hoje. Agora tenho que fazer outro abstract para um congresso na Polônia cujo deadline não é hoje, mas tenho que mandar pro chefe ainda hoje (chefeline).

O pior é: tenho pouquíssima fé de que vou ser aceito no LSRS (ops, LSRL), em Seatle. Droga, era minha chance de virar um The 4400...

Lado negro da Força

“Luke, I’m your advisor!”

Quando o politicamente correto mata

Mais uma indicação de texto. Um bom exemplo da diferença entre o que eu chamo de tolerância versus ditadura da tolerância. A idéia tola de que, unicamente para não parecermos preconceituosos, devemos agir, com relação a certos grupos, com uma tolerância, permissividade e frouxidão de critérios jamais dispensada a quaisquer outros grupos.

(Nota do blog: vocês devem saber que “liberals” nos EUA não significa “liberal”, mas “progressista”, logo, esquerdista)

***
Nós, os preconceituosos
Claudio Mafra


Esse major rezava todos os dias em uma mesquita. Considerava a guerra ao terror uma guerra contra o Islã, e tinha um adesivo no seu carro onde estava escrito “Alá é amor”. Sexta-feira passada ele saiu atirando em uma base americana e matou 13 pessoas. Atirava e berrava “Allahu Akbar!” (Alá é grande), o clássico grito de todos os árabes quando partem para seus massacres. Horas antes do ataque foi fotografado com aquela tradicional roupa islâmica, camisola e touca. Não existe outra conclusão: se não é um terrorista, hipótese muito provável, ficou maluco por ser muçulmano contrário aos Estados Unidos estando dentro de um quartel americano.

Essa maluquice é difícil de ser diagnosticada. Por um momento pode ter sido extremamente lúcido, acabou com seu problema, “his finest hour’, teve o seu maior momento. Mas, a imprensa esquerdista americana já saiu a campo com seu relativismo, temendo uma “onda maior de preconceito contra os árabes no Exército americano”. Preconceito? O cara mata 13, fere 42, os Estados Unidos enfrentam dois países muçulmanos, o sujeito é fanático do Islã, e a palavra é preconceito?

(...)

Gilberto Scoffield, do GLOBO, diz que “muitos políticos e apresentadores de TV conservadores buscaram caracterizar a tragédia como um ato muçulmano contra os EUA”. Se não é um ato desse tipo está muito parecido, hein, Gilberto? Prossegue o meu amigo, ele sim, mostrando o clássico preconceito contra a FOX: “Na rede de TV conservadora FOX NEWS o apresentador Brian Kilmeade sugeriu, que os soldados muçulmanos nas Forças Armadas passem a ser encarados como ameaças em potencial. Você não acha que já é hora de os militares fazerem investigações especiais sobre oficiais muçulmanos? -, perguntou ele a outro apresentador, Geraldo Rivera”. Alguma coisa errada com essas observações? Mas é muito natural que eles sejam investigados. Por ser a maior democracia do mundo, é que está sendo sugerido que sejam APENAS investigados. Qualquer outro país que estivesse sustentando duas guerras contra países muçulmanos afastaria imediatamente esses oficiais. Afastar primeiro, investigar depois.

Eles professam uma religião de fanatismo sem precedentes, onde a morte assassinando inocentes é premiada. Ah, mas esses são os radicais, os oficiais estão do lado dos bonzinhos. É? E como é que nós vamos saber disso? Ainda mais depois desse major. E tem outra coisa, os oficiais muçulmanos leais aos Estados Unidos deveriam entender perfeitamente que o procedimento de um país que se encontra nessa situação só pode ser esse. Se não entendem, são péssimos oficiais; não aprenderam nada na escola militar.

Continuando a reportagem (O Globo), alguém entrevistado comentou: “Se a etnia fosse outra, ninguém estaria preocupado, nem teriam mencionado a origem. É preconceito”. Bem, isso é muito estúpido de se dizer. Se o assassino fosse esquimó eu acho que o impacto seria menor, mas o cara saiu gritando Allahu Akbar! E quando acontece uma tragédia dessas a imprensa vai fundo na ficha da pessoa, qualquer que seja ela. Agora, se for árabe é bom ter cuidado, ou a esquerda parte para o ataque dizendo que somos preconceituosos.

O presidente Obambi pediu para as pessoas não tirarem conclusões apressadas. O que ele está querendo dizer com esse lugar comum? Que pode não ser mais um fato da luta contra o terror? Mas o que é que está faltando para compor o quadro ? Mesmo o major sendo maluco, apenas maluco, a maneira como procedeu no massacre (além de todo seu comportamento anterior) é o de um muçulmano em luta contra os Estados Unidos! Qual a diferença entre um ato de um terrorista islâmico e o que ele fez? Ou foi um Testemunha de Jeová que matou todo mundo? É matéria muito complexa os limites entre um terrorista islâmico, que se explode em nome da destruição da Cristandade e da civilização ocidental, e um homem maluco islâmico. Muitíssimo diferente dos terroristas nacionalistas que conseguiram a independência da Argélia, ou do terrorismo israelense na década de 40, ou o terrorismo de Nelson Mandela. Não adianta camuflar o que se passou. Esse foi mais um crime do Islã contra nós.

Diz o ESTADÃO: “O comando militar da base de Fort Hood informou ontem que, em sites voltados para radicais islâmicos, há comentários de uma pessoa com o nome de Nidal Hasan que compara os suicidas islâmicos aos kamikazes japoneses, defendendo esse tipo de ação”. Nidal Hasan? Mas que coincidência! É o nome do sujeito! Mas, para os liberals deve ser mesmo uma tremenda de uma coincidência até que se prove o contrário. O dia em que conseguirmos terminar com todos os “provar o contrário” que eles inventam, estaremos mortos. E outra coisa: os kamikazes se suicidavam em cima de alvos militares. Não vamos caluniá-los. Não vamos compará-los com essa corja. Por último, ficamos sabendo que o maricas havia confidenciado a amigos que tinha horror de ir para a guerra do Afeganistão, e parece que, afinal, havia sido chamado.

O assassino parece que está saindo do coma, e os defensores do “esquecer tudo o mais rapidamente possível” devem estar aflitos, temendo que ele revele o que já sabemos, ou seja, que é um jihadista independente, sendo maluco ou não. Imagine se suas primeiras palavras forem: Allahu Akbar!

E nós já estamos acostumados: para a esquerda tudo é político. Chupar um picolé de limão é um ato político. E, como são relativistas, colocam em dúvida se é mesmo um picolé. E nunca existem responsabilidades individuais. Nesse caso, toda a culpa é da guerra do Afeganistão. Nidal Hassan, é claro, é a vítima. “A vítima do sistema”. Os 13 que morreram são… a consequência dos erros do sistema.

Os soldados estão estressados, sob extraordinária pressão”, fala com um ar ridiculamente grave o famoso charlatão, Dr. Phil, no Larry King Live. Parece até que está havendo uma carnificina, onde ninguém escapa. Quantas são as baixas até agora no Afeganistão? Pouco mais de 600 homens, em 8 anos de guerra! Na Primeira Guerra Mundial foram 116 mil, na Segunda 417 mil, Coreia 35 mil, no Vietnã 58 mil. Os Estados Unidos estão praticamente em guerra desde 1941! Ninguém está sob extraordinária pressão coisa nenhuma! Esses soldados são voluntários! Isso é pacifismo, é derrotismo, é a tônica american liberal. O que aconteceu em Fort Hood é culpa de UM homem. Um homem medroso e atormentado pelo Islã.

Três comentários que são pérolas da politização do crime, ou, transformar o criminoso em vítima. O NYTIMES: “Sabendo do horror da guerra o atirador teve medo da convocação”. WASHINGTON POST: “Forte Hood foi abalado por repetidas convocações para a guerra”. A NEWSWEEK: “E se a carnificina atroz em Forte Hood apenas indica que o pior está por vir? Uma coisa é certa: as duas guerras estão tendo seu preço psicológico sobre os soldados”.

Muito bem. Em primeiro lugar, estão chamando os militares de covardes, e depois, tudo isso é mentira. Não está acontecendo nada. Ao contrário do que o burríssimo comentário da Newsweek leva a pensar, Nidal Hassan nunca esteve em nenhuma guerra. Se realmente foi convocado para ir para o Afeganistão ele pode ter perdido o que restava de sanidade na sua cabeça entortada pelo Islã, mas isso nada tem a ver com os militares de Forte Hood. Se fosse verdade o que dizem esses jornais, os soldados americanos não seriam reconhecidos até pelos vietnamitas como valentes, excelentes guerreiros. Hoje se sabe que a admiração que os americanos tinham pelos vietnamitas era recíproca. Pouca gente conhece essa verdade porque a esquerda não deixa que seja divulgada.

A conclusão dura, sem retoques: os muçulmanos são e serão suspeitos, até que cesse - na escala que estamos vivendo - a motivação para o terrorismo. É um momento que já foi vivido durante toda a história dos conflitos humanos, um clássico na confrontação, ou seja, infelizmente os justos pagam pelos pecadores.

Desdobramento do caso: a ABC News reportou que as agências americanas de inteligência sabiam que, há meses, Nidal Hassan estava tentando se contactar com a Al Qaeda. O que houve com a CIA e o FBI? Ou quem sabe ninguém levou a sério? Deixando esse fato de lado: se as pessoas ao seu redor tinham conhecimento de que era um fanático, inclusive seus colegas médicos, por que ninguém fez nada? Com toda a certeza por causa do “políticamente correto”, por causa do medo de serem tachados de intolerantes, preconceituosos, e outros palavrões.

E, passados três dias após o crime, os erros se mostram tão eloquentes que o ESTADÃO reportou “O governo americano sabia que Hasan havia trocado entre 10 e 20 mensagens com o imã Anwar al-Aulaki, um radical que defende a Al Qaeda. Mas eles suspenderam as investigações dizendo que as mensagens eram estritamente profissionais. Segundo conservadores, o governo não levou adiante as investigações para não ser acusado de discriminação contra muçulmanos.”

E o famoso David Brooks, um liberal, colunista do NYTIMES, também achou que a farsa já havia passado dos limites: “A discussão ignorou o fato de a guerra contra o Islã ser a principal característica da política externa americana; e essa guerra pode ser abraçada por grupos em Teerã, Gaza ou Kandahar, mas também por um indivíduo radical nos Estados Unidos”. Caros leitores, a acusação que está pesando contra o governo de Obama é a de que ele “afrouxou”as investigações por se tratar de um muçulmano. Medo do políticamente correto. Mas que irresponsabilidade! Quer dizer que jogaram dados com o destino e, em consequência, morreram 13 pessoa

Mas na mesma página em que conta tudo isso, o ESTADÃO coloca uma notícia vinda do mesmo NYTIMES, que ainda faz um esforço desesperado e desavergonhado para culpar as guerras pelo que aconteceu, continuando a insultar os militares americanos, como se esses vivessem aos faniquitos. A manchete é: “Casos de violência são frequentes entre militares de Fort Hood” (!!!!!!!!) A palavra em inglês para isso é: “disgusting!”, ou “nojento!”.



Evidência independente

Ô, evidência / cadê você? / eu vim aqui só pra te ver...

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Os mais poderosos

1. Barack Obama
2. Hu Jintao
3. Vladimir Putin
4. Ben S. Bernanke
5. Sergey Brin e Larry Page
6. Carlos Slim Helu (dono da Embratel e Claro)
7. Rupert Murdoch
8. Michael T. Duke
9. Abdul Aziz Al Saud
10. William Gates III
11. Papa Bento 16
12. Silvio Berlusconi
13. Jeffery R. Immelt
14. Warren Buffett
15. Angela Merkel (primeira-ministra alemã)
16. Laurence D. Fink
17. Hillary Clinton
18. Lloyd C. Blankfein
19. Li Changchun
20. Michael Bloomberg
21. Timothy Geithner
22. Rex W. Tillerson
23. Li Ka-shing
24. Kim Jong Il (ditator norte-coreano)
25. Jean-Claude Trichet
26. Masaaki Shirakawa
27. Sheikh Ahmed bin Zayed al Nahyan
28. Akio Toyoda
29. Gordon Brown
30. James S. Dimon
31. Bill Clinton
32. William H. Gross
33. Luiz Inácio Lula da Silva
34. Lou Jiwei
35. Yukio Hatoyama
36. Manmohan Singh
37. Osama bin Laden
38. Syed Yousaf Raza Gilani
39. Tenzin Gyatso
40. Ali Hoseini-Khamenei
41. Joaquin Guzman
42. Igor Sechin
43. Dmitry Medvedev
44. Mukesh Ambani
45. Oprah Winfrey
46. Benjamin Netanyahu
47. Dominique Strauss-Kahn
48. Zhou Xiaochuan
49. John Roberts Jr.
50. Dawood Ibrahim Kaskar
51. William Keller
52. Bernard Arnault
53. Joseph S. Blatter
54. Wadah Khanfar
55. Lakshmi Mittal
56. Nicolas Sarkozy
57. Steve Jobs

58. Fujio Mitarai
59. Ratan Tata
60. Jacques Rogge
61. Li Rongrong
62. Blairo Maggi
63. Robert B. Zoellick
64. Antonio Guterres
65. Mark John Thompson
66. Klaus Schwab
67. Hugo Chavez

O humor pastelão da Hora do Povo

Eu adoro ler o jornaleco marxista A Hora do Povo, aquele mesmo que uma vez convocou “as almas pias” do Brasil a assassinar Diogo Mainardi, em nome da pátria e da revolução.

As chamadas de A Hora do Povo são a fina flor do humorismo brasileiro. Coisa de mestre, raramente superada por humoristas menores como Tom Cavalcanti, Didi Mococó ou Luiz Inácio.

Como vocês sabem, o ministro da (falta de) Energia, Edison Lobão, anunciou que o apagão teria sido causado por motivos climáticos. Técnicos do setor, no entanto, já tinham descartado essa possibilidade antes mesmo de o ministro levantá-la.

Depois de ver tudo isso, A Hora do Povo chegou a mais uma de suas brilhantes conclusões:

“Atribuir apagão ao clima é lero de tucano”.

Vai ver que Dilma, ex-ministra da Energia e ainda mandatária inconteste do setor elétrico brasileiro, se filiou ao PSDB ontem de manhã...

Entreguismo



Um país de Todos

80% do país. Realmente Lula conseguiu “democratizar” até o apagão...

Ninguém segura esse país

Notícia: “Apagão deixa 2 milhões sem água em São Paulo”

Podia ser um desses dias em que faz o maior frio e em que a pessoa mal sua, ficando até com preguiça de tomar banho mesmo com chuveiro elétrico, não podia? Não, não podia. Tinha que ser o início do verão em Metrópolis...

Podia ser um desses dias em que a pessoa não sai de casa, mas fica enfurnado, trabalhando, não podia? Não. Tinha que ser um dia em a pessoa vai para USP e fica o dia inteiro em atividades e sem ter tempo nem para almoçar. O dia inteiro em salas quentes, abafadas...

***

A pessoa descobre que a previsão para restabelecimento do abastecimento é só no outro dia, de manhã. A pessoa sai de casa, às duas horas da manhã, caminha até o Extra Brigadeiro, compra três garrafas de 5 litros de água mineral, caminha de volta até o prédio, guarda uma das garrafas na geladeira, despeja as outras duas num balde e se prepara para tomar banho com um copo e uma esponja.

Alguém aí ainda tinha alguma dúvida de que eu NÃO vou votar em Lula? Ops, em Dilma?

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Quando você pensa que não tinha como ficar pior...

.... você passa o dia inteiro fora de casa e, quando chega, não tem água no seu apartamento. Por quê? Por causa do apagão!

Enquanto isso, na Venezuela...

... o povo tem que usar laterna para ir ao banheiro, tá?

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Bolsa celular (ou “Privatizando o Brasil”)

Mais uma brilhante idéia dessas que só podem surgir da cabeça de um ministro do governo Lula. Hélio Costa, ministro das comunicações, anunciou que o governo vai lançar o programa Bolsa Celular, que pretende distribuir “gratuitamente” 11 milhões de aparelhos.

Como bem sabe qualquer pessoa medianamente inteligente, “não existe almoço grátis” (Friedman). Muito menos celular grátis. O governo é que vai pagar bilhões para as chamadas “teles” por 11.000.000 de aparelhos para serem distribuídos como bênção governamental. Em outras palavras: você vai pagar!

As empresas de telefonia celular, é claro, já se manifestaram e acham a idéia excelente. Eu também acharia excelente se eu tivesse uma empresa e o governo decidisse gastar bilhões de reais comprando o meu produto. Pouco importaria para mim se, ao fazer isso, o governo tivesse bilhões a menos para criar hospitais ou pagar melhor a um professor. “Que se danem!” Eles sempre podem usar a alegação de falta de recursos para recriar a CPMF...

Há anos atrás, os tucanos e os liberais privatizaram a telefonia brasileira. O governo abriu mão da estranha responsabilidade (governamental?!) de instalar telefones e passou a tarefa para a iniciativa privada (a TIM, a Oi, a Vivo, etc). O resultado dessa atitude horrenda de “entreguismo”? De linhas telefônicas fixas custando até 7 mil reais, chegamos à quase universalização dos celulares. Eu conheço gente que ganha um salário mínimo e meio, mas que anda com dois celulares. Você não?

Agora, o PT quer universalizar “de novo” o acesso à telefonia celular, fazendo exatamente o contrário dos tucanos. Ao invés de privatizar a telefonia, os petistas vão, mais uma vez, é privatizar o Brasil. Privatizar os cofres públicos, entregando-os à TIM, à OI, à Vivo, etc...

É o socialismo tupiniquim aplicando mais uma vez a lógica que constitui a essência dos 5oo anos do pseudo-capitalismo brasileiro: o governo entra com o dinheiro e as empresas com o lucro. E ainda vão vender isso como idéia original.

Pior: ai de quem discordar dessa vigarice. Vai ser taxado de mero burguês reacionário querendo “manter seus privilégios”. Eles até têm razão: eu realmente não vejo vantagem nenhuma em o governo dar o dinheiro dos meus impostos para a TIM, a Oi, a Vivo... Mas será que EU é que sou o burguês que vai ser privilegiado nessa história?

Isso é o ENADE II (ou “Quando o direito à crítica é uma mera concessão”)

No post Isso é o ENADE, obviamente a resposta do gabarito é a opção C, “livre exercício da crítica”. Mas a própria formulação da questão já é cretina, pois tem claramente o objetivo de denegrir essa opção ao invés de defendê-la.

A liberdade de crítica aparece como mera opção politicamente correta, mas empiricamente errada. A formulação da questão só torna a possibilidade de liberdade de crítica algo admissível após deixar explicitamente “provado” que a crítica em si teria sido inteiramente equivocada.

A crítica, então, não é a liberdade de manifestação, de contestação, de opinião. É a liberdade de estar errado, de agir delinqüentemente, de ser contra a “verdade” em nome de um ideal vago de “liberdade de expressão”. A impressão que se pretende passar é: a imprensa até tem o direito de criticar, mas será que devia ter mesmo?

Releiam a questão. O que ela diz?

A pequena parte da imprensa nacional que, às vezes, critica Lula (ops, “imprensa” não! Imprensa que não concorda com Lula não é “imprensa”; é “mídia”) estaria apenas manifestando opinião e, portanto, seria essencialmente parcial e questionável, mesmo que tenha o direito teórico de fazer isso.

Já a pequena parte da mídia internacional (ops, “mídia” não! Mídia que concorda com Lula não é “mídia”; é “imprensa”), por outro lado, não estaria igualmente manifestando um outro tipo de opinião, mas sim apresentando um simples dado objetivo da realidade, inquestionável, inequívoco.

Pior: a “imprensa” que concorda é tomada como critério indiscutível para avaliar a “mídia” que discorda.

Mas a “mídia” que discorda não estava errada mesmo? E a “imprensa” que concorda não estava certa? Quem disse? A “imprensa” que concorda é que disse isso? Ou será que ambos os lados se basearem em dados (objetivos) para formular uma opinião (subjetiva)?

1. Por acaso o crescimento do Brasil, que sempre foi abaixo da média mundial na era-Lula, não caiu bastante e, no últimos 12 meses, chegando a quase zero (1%)?
2. Por acaso, o governador da Bahia, o petista Wagner, não diz que ficou meses sem pagar os contratos e os funcionários por causa da... queda de arrecadação provocada pela “gravidade da crise”?
3. Por acaso Lula não está tão desesperado pela queda de arrecadação que (ao invés de cortar gastos) teve que...
... (i) diminuir o rendimento da poupança (“para proteger o poupador”)?
... (ii) já cogitou ressuscitar a CPMF?
... (iii) quis criar um imposto de renda sobre a poupança?
... (iv) e agora criou um imposto sobre investimentos internacionais no país?

Diante disso, a afirmação feita na pergunta seria perfeitamente cabível se formulada por um jornal, por um partido político, por um candidato à (re)eleição, por uma pessoa qualquer. Seria justamente o livre exercício da crítica, da liberdade de opinião e expressão.

Mas não quando ela é formulada em uma prova oficial, feita pelo governo federal, para avaliar a qualidade de um curso universitário em instituições públicas e privadas. A menos, é claro, que o objetivo não seja avaliar a formação universitária, mas difundir a ideologia do partido específico que está, hoje, no poder. Que eu e você tenhamos que pagar por isso é mais que questionável. É lulismo.

Tudo o que eu aprendi sobre o século XX na escola (pública)

Na aula de História Geral:
Os países do Eixo se juntaram para lutar corajosamente contra a opressão e exploração dos países imperialistas da Tríplice Aliança Rebelde.

Na aula de História do Brasil:
Os políticos tomavam todas as decisões sobre o Brasil em encontros, em Minas e em São Paulo, em que sempre tomavam café com leite.

Na aula de Geografia
Eduardo Galeano provou que o Brasil é pobre e miserável por causa do Mc Donalds. (sic)

Na aula de Literatura
Toda arte moderna foi produzida em 1922.

Na aula de Direito tributário (sim, eu tive aula disso no segundo grau)
Nosso professor tentou suicídio, ameaçando se jogar de uma ponte. (sic)

Na aula de Contabilidade
Apenas tomar a pílula não é suficiente se a mulher sai dando para todo mundo. (sic)

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Isso é o ENADE

Questão 19 (Comunicação social):

Quando o presidente Luiz Inácio da Silva afirmou que a crise financeira mundial era um tsunami no exterior, mas, no Brasil, seria uma marolinha, vários veículos da mídia criticaram a fala presidencial. Agora é a imprensa internacional que lembra e confirma a previsão de Lula. Considerando a realidade atual da economia, no exterior e no Brasil, é correto afirmar que houve por parte dos críticos:

a. atitude preconceituosa
b. irresponsabilidade
c. livre exercício da crítica
d. manipulação política da mídia
e. prejulgamento



Comentário:

Será que a ditadura militar chegou perto de grau semelhante de baixeza moral?
Nunca antes na história desse país...

De médico e Aloisio Mercadante, todo mundo tem um pouco...

Por que foi mesmo que eu decidi desistir de minha decisão de desistir de fazer seleção para doutorado, hein?!

sábado, 7 de novembro de 2009

Apresentando a Qualificação

(rascunho da apresentação do texto)

1. Apresentação

“Este relatório tem como objetivo comprovar que eu não sou um vagabundo, e que, ao contrário da crença geral, eu não passei os últimos quatro semestres apenas ganhando dinheiro público no mole, sem fazer nada mais além de encher a cara com os amigos, assistir séries, jogar cartas e passear pela Europa.

Também tem como objetivo mostrar que a minha bolsa é diferente da Bolsa Família, por exigir como contrapartida horas de estudo e pesquisa, bem como a apresentação de resultados que pelo menos pareçam fornecer um mínimo de contribuição para a ciência, enquanto a outra só exige que se possua um título de eleitor.

O terceiro objetivo é agradar ao meu orientador e aos membros da banca, de modo que eles aprovem a minha permanência no programa de pós-graduação e eu possa continuar recebendo a bolsa da FAPESP e assim possa pagar meu aluguel e minhas contas, bem como conseguir autorização do chefe para fazer o intercâmbio (= bolsa sanduíche) nos EUA, podendo, então, conhecer o auge da civilização humana.

O quarto objetivo é tentar provar (ou pelo menos fazer parecer verossimil) aos outros lingüistas que trabalham com o mesmo tema que eu, aqui no Brasil, que o meu trabalho é melhor do que o deles. E que eles deviam me citar.”

Coming soon: “Saga bancária II”


Ontem
Ligo para o banco pra saber do limite do meu cartão.
Digito o número do cartão e a gravação anuncia:
Seu novo cartão já foi emitido. Gostaria deativá-lo? Digite...
Pensamento em micro-segundos:
Que cartão? Ainda não recebi nenhum. Obviamente não pretendo ativar um cartão que NÃO tenho e desativar o único que tenho.”
Desligo imediatamente.

Ainda ontem
Vou até a portaria do prédio.
— Alguma correspondência?
— Nenhuma correspondência registrada (sic).

Penso: mas eu nem perguntei especificamente por correspondência registrada. Terá a funcionária poderes telepáticos?
Fico esperando ela olhar também na correspondência normal. Aparentemente, ela não tem tais poderes não. Ou tem e não procurou justamente por ver que eu desconfiei de seus poderes.
Ela apenas sorri. Medo.

— E na correspondência comum?
— (...) Também não tem nada.

Ok.

Hoje:

Ligo para o banco. Me preparo previamente para digitar os números do...
No momento, todos os atendentes estão ocupado...
Como uma gravação eletrônica pode estar ocupada?

Projeção para o futuro
Devo viajar para SSA em pouco mais de um mês, para só voltar em fevereiro. Quem duvida que é capaz de o cartão só chegar no meio de dezembro, bloqueando automaticamente o meu atual, e me obrigando a vender o corpo na Pituba para poder me sustentar nesses dois meses de pseudo-férias?

To be continued...

A nova cara da luta de classes

O delegado (e candidato à presidência do Brasil) Protógenes anunciou que foi demitido.
Seus “empregadores”, a Polícia Federal, desmentiram que ele tivesse sido demitido.

Patrão é assim mesmo. Sempre prejudicando os interesses dos seus empregados...

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Lula em entrevista para a Rádio Nacional de Angola

Lula fornecendo explicações sobre a segurança no Rio de Janeiro. Recomendo a partir do final do primeiro vídeo (7 min 50 seg) e o segundo vídeo.

Atenção para o “bombril pegando fogo”.





Concentração

No post Intelectuais adoram manifestos, em que eu tento comentar de maneira isenta (= esculhambar mesmo) o manifesto dos artistas em favor das invasões do MST, há um trecho, transcrito abaixo, em que eles denunciam o aumento da concentração de terra no Brasil, de acordo com dados do IGBE.

Eu relativei essa “denúncia” apontando que também houve uma aumento do nível de renda dos trabalhadores rurais, o que significa que concentração de terras, se for por meios legítimos, não necessariamente implica aumento da pobreza.

Acontece, meus amigos, que eu me baseei em dados que estavam completamente equivocados. Eram dados errados mesmo, resultado de uma interpretação mal-feita do IBGE e transmitida de forma irresponsável pela imprensa burguesa.

O professor de economia da Unicamp, Rodolpho Hoffmann, entrou em contato com o IGBE para apontar o erro. O problema foi reconhecido e anunciado pelo instituto e também pelo Ministério da Reforma Agrária, embora sem alarde.

Segundo o resultado correto, NÃO houve — repito — não houve aumento da concentração de terras no Brasil, no último período analisado. Na verdade, houve inclusive uma pequena diminuição da concentração de terra, não tão significativa no geral, mas significativa sim em estados como o Maranhão, que têm nível de industrialização menor.

Para os entusiastas da Reforma Agrária, isso é uma excelente notícia, não é?

Sabem como o MST comemorou esse excelente resultado? Invadindo mais uma fazenda e atirando em um segurança.

******

Concentração fundiária
A concentração fundiária no Brasil aumentou nos últimos dez anos, conforme o Censo Agrário do IBGE. A área ocupada pelos estabelecimentos rurais maiores do que mil hectares concentra mais de 43% do espaço total, enquanto as propriedades com menos de 10 hectares ocupam menos de 2,7%. As pequenas propriedades estão definhando enquanto crescem as fronteiras agrícolas do agronegócio.

E o mesmo censo diz que, nas regiões em que a concentração de terras aumentou, a renda dos trabalhadores rurais TAMBÉM aumentou. O MST está preocupado com o quê? Com as condições de vida da população rural? Ou simplesmente como a idéia de ter seu pedaço de chão, mesmo que seja para passar fome?

Paixão. À primeira vista.

(...)
E pensar que você tinha dúvidas se X gostava mesmo de você ou se era só conversa fiada para te pegar, né?
Pois é.
Viu só? Eu não te disse? Eu posso não conseguir me apaixonar, mas reconheço a paixão, à primeira vista.”
(...)

Definição de “ser humano”

adjetivo
1. Psiq. Que sofre de perturbações psíquicas, que não está em seu juízo perfeito
2. Que não é razoável, que contraria a razão, sendo, por isso, surpreendente, ou absurdo, ou arriscado; insensato.
3. Que se comporta de maneira extravagante, exagerada.
(...)

substantivo masculino
7. Psiq. Pessoa que sofre de perturbações psíquicas.
8. P.ext. Pessoa que comete atos insensatos.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Não se elogia mais uma boa interpretação como antigamente

A cena do filme “I love you Phillip Morris” em que Rodrigo Santoro beija Jim Carrey foi cortada da versão final do filme.

Motivo? Censura? Intolerância? Preconceito? “Racismo contra os gays”, como diriam certos alunos de cursinho?

Nada disso. A história inteira do filme é sobre o personagem Steve Russel (Carrey), que se apaixona na cadeia por Phillip Morris (Ewan McGregor). Obviamente, cortar uma cena de beijo gay num filme como esse (cheio de outras cenas de beijos gay) não tem a ver com preconceito.

Qual foi o motivo, então? Segundo os produtores, a cena estava tão boa, mas tão boa, mas tão boa, que teve que ser cortada, porque desviava a atenção da história principal. Eles ainda acrescentaram que cortar a cena, na verdade, era um verdadeiro elogio a Santoro.

Então, fica assim: quando os produtores não gostam do trabalho de Rodrigo Santoro, eles o cortam fora. Quando eles gostam, cortam também.

É difícil ser Rodrigo Santoro. Nunca se sabe o que os produtores esperam dele...

Trocando cores, fabricando rótulos

Esses últimos dias eu estou bastante inclinado a fazer indicações de textos dos outros. Aí vai mais um que eu acho interessante. Um trecho de um texto publicado no site “Contra a racialização do Brasil”:

O que há num nome?

Demétrio Magnoli

Leio aí no blog a reprodução do esclarecedor artigo de Roberta Fragoso Kaufmann em
O Globo intitulado A farsa do ‘país racista’” (veja abaixo). No primeiro parágrafo ela explica que analisará estatísticas nas quais no grupo dos “negros” estão os “pretos” mais os “pardos”. Isso significa que os tais “negros” nada mais são que um produto da decisão de uma burocracia estatal de juntar duas categorias censitárias num grupo de “raça”. É uma decisão derivada da influência de ONGs racialistas – que constitui uma cassação do direito à autodeclaração de cor dos brasileiros. As pessoas não se disseram “negros”, mas “pretos” ou “pardos”. Com que direito o Estado rouba-lhes a voz e as declara “negros”?
(...)
O racialismo é a negação da liberdade das pessoas. Colar, a partir de cima, um rótulo de raça sobre alguém é o crime que combatemos. (...)

Notando um padrão

A primavera finalmente chegou em Metrópolis. Calor insuportável. Fomos trabalhar no ar-condicionado do Eldorado hoje, já que estava impraticável no calabouço nos subterrâneos da FFLCH.

Eu pergunto: onde está o Aquecimento Global para diminuir as temperaturas, meu Deus? Onde?

Impossível não notar um padrão: antes, era só frio; foi só anunciarem que agora não ia mais ter aquecimento, mas sim resfriamento global, que as temperaturas começaram a disparar. Viram? O Retórico Sincero estava certo!